Foto: Ailton Cruz/EGO
Diariamente na Delegacia da Mulher, no centro de Maceió, dezenas de mulheres de todas as classes sociais buscam por Justiça e clamam seus direitos denunciando os seus agressores, seja a forma como foram vitimadas, grave ou não a agressão é crime. Tornou-se corriqueira a movimentação porque os metidos a machões ainda não conseguiram absorver a existência da Lei Maria da Penha mesmo sabendo das suas consequências quando aplicada.
Mas, nem todos os dias “estrelas” são acusadas e causam reboliço na especializada (sob expectativas de selfie) embora já tenha visto por lá esposa de médico com braço quebrado pelo marido e os olhos arroxeados de murros , cunhado de militar que agrediu a esposa até a mesma ficar em pré-coma, entre tantos outros casos.
Foto: EGO Na manhã desta sexta-feira (05) o ex Big Babaca do Brasil (BBB), Yuri Fernandes, tomou conta de todos os holofotes e, dessa vez, não foi ele quem esticou o pescoço para ser notado. O povo foi quem o encontrou e fez questão de registrar a entrada do idiota agressor de mulher na delegacia, saindo para o Instituto Médico Legal (IML)etc. Yuri foi e voltou à Delegacia da Mulher, mas, seguiu diretinho para a Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, aquela que mais parece uma lata de sardinha gigante e que só vive com princípio de motim.
A delegada Fabiana Leão solicitou as imagens do circuito interno do hotel onde o casal estava e ouviu funcionários que confirmaram as agressões do cidadão, inclusive reforçando que ele teria saído do quarto espancando a dançarina até o hall. Vixi Chapolin "foi sem querer, querendo".
Esperem, cometi um equívoco. Referi-me ao calhorda como estrela? Nunca foi. Pessoinha minúscula que participou de um reality e só. Quem é Yuri afinal? Passaria por ele mil vezes e jamais notaria, até porque não perco tempo vendo certos tipos de programas onde pessoas se prestam a determinados papeis. Concorde e discorde quem quiser, é democrático.
A agredida bailarina do Faustão, Ângela Souza, foi espancada pelo moço enquanto hóspedes do Hotel Ritz Lagoa da Anta, um dos mais balados da nossa capital, e a polícia foi acionada. Estive na delegacia para registrar sua saída ( a do Yuri) – por sinal muito bonita e com aparato da Oplit seguido nada mais nada menos com os advogados do Bulhões e Bulhões– numa cena daquelas de novela, correndo com a cabeça abaixada e pulando dentro da viatura para que ninguém conseguisse fazer uma foto. Mas, nosso amigo Ailton Cruz, da Gazeta de Alagoas, fez uma perfeita quando ele deixava a sala da delegada Fabiana Leão e passava ao lado do cartaz sobre a Lei Maria da Penha, perfeita. Entre tantas outras.
Foto: Ailton Cruz/EGO
Foram muitos, mas muitos mesmos os registros e o EGO, da globo, estava louco para comprá-las fazendo as mais diversas ofertas. Num clima de meiguice demos os detalhes das imagens do bom moço que foram registradas: com o rostinho coberto, com o rostinho descoberto, com a barriguinha aparecendo, com a barriguinha coberta, entrando e saindo da especializada, entrando na sala para comer e mais e mais. TÃO FOFO (Eca).
Assustar-me com a petulância e cinismo do depoimento de Yuri ao afirmar que o murro no olho da dançarina e namorada teria sido uma defesa não foi demais, pior foi ouvir de uma mulher a seguinte indagação: “ mas, o que ela fez para ele agredi-la”?
“Pela quarta pauta” (PQP) eu não ouvi isso. Um crápula – diga-se de passagem, lutador – bate numa mulher e outra faz essa pergunta? A que ponto chegamos ou de que ponto ainda não saímos?
Por favor...quem é mesmo é mesmo Yuri Fernandes e quem pode ajudar a essa pobre senhora dona dessa indagação infeliz? Juro que pensei numa bela recepção para ele na Custódia.
Afinal, ele não é melhor do que ninguém é tão canalha quanto qualquer outro imbecil que bate em mulher.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.











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