Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mundaú: uma festa de emancipação com ares de velório!

Simplesmente horrível a imagem (Foto: Mundaunotícia)

Liberdade é uma palavra forte e que nos dar a sensação de que podemos. Podemos andar com as próprias pernas, podemos fazer escolhas, não somos obrigados a submissão. E liberdade deve ser comemorada sempre. Há exatamente 53 anos, nossa pequena cidade Santana do Mundaú quebrou as correntes que lhe faziam dominada por União dos Palmares. Até chegar lá foram muitos anos de lutas e cansaço. Quando isso ocorreu sbriu-se um novo horizonte e subtendia-se que, a partir dali, ela rumaria ao progresso e faria jus à sua independência.

Lembro-me que na minha infância o dia 14 de junho era respeitado e, de fato, tínhamos orgulho em comemorá-lo. Jà na véspera, as ruas estavam enfeitadas e o evento cívico trazia gente até das cidades circunvizinhas. Tudo muito organizado: hasteamento das bandeiras, todas as escolas participando em massa, desfile e festa à noite. Pode parecer tolice, mas creio ser necessário não deixar morrer o civismo, as pessoas precisam relembrar sua história. No entanto, nesta sexta-feira, aos 53 anos de liberdade, a imagem vista mostra claramente que o mundauense não tem o que comemorar. Em frente à prefeitura o que se enxerga é no mínimo constrangedor.
Não temos praticamente alunos para o hasteamento, muito menos a população prestigiando. E o que terá acontecido?

Posso explicar. A nossa cidade hoje não tem motivos para ser feliz, apesar de fazer 53 anos de independência. Desde 2010 ainda sofre com as consequencias da enchente, os moradores passam fome, não têm perspectiva de vida, não há promoção para uma sobrevivência digna. Parece que somos um pedacinho da África, praticamente. E são muitos os problemas. Então, creio que nessa sexta-feira muita gente deve perguntar: não seria melhor se ainda dependêssemos do vizinho¿ Sinceramente, não sei qual é o pior.

Mas, deixo aqui meu pesar pela falta de responsabilidade e respeito das ‘autoridades’ ao nosso povo que só é enxergado em tempo de eleição e que mesmo com todo sofrimento cede às lavagens cerebrais.

Viva Manoel de Matos, João Mendonça, Augusto Cavalcanti Lins, Manoel Alves Ferreira (Nezinho Fiscal) e Manoel Francisco da Silva que fizeram parte dessa história e não podemos negar.

Choremos o descaso. Santana do Mundaú não merece! Orgulho de ser de lá, dos pais que ganhei e dos amigos que posso reencontrar.

Tenhamos esperança!

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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