Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

domingo, 15 de setembro de 2013

AO MEU AMIGO SARGENTO BARBOSA.

Quem o conhecia, sabia muito bem que era do BEM. Tive o prazer de tê-lo como amigo e acredito que muita gente pensa assim. Barbosa era querido pelos companheiros de farda, brincalhão, mas responsável, compromissado e tinha uma grande trajetória pela frente.
Barbosa não era bandido, não assaltava, não matava, não traficava drogas. Mas, foi executado covardemente pelas costas, simplesmente porque foi identificado como policial. E o que tem a falar o Governo do Estado? O que tem a falar os colegas de farda a respeito dessa covardia? Mataram um motorista da São Francisco na semana passada e o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários pararam Maceió por mais de três horas.

Quem vai às ruas por Barbosa? Quem vai às ruas por tantos outros policiais assassinados esse ano¿ O que pode falar a sociedade alagoana ao ver os próprios agentes de segurança eliminados. Se quem cuida da nossa proteção é assassinado quem pode nos dar a resposta?
Eita, mataram o amigo Barbosa. E nem na rua ele atuava no momento. Estava na Corregedoria desenvolvendo suas atividades dignamente. O que nos diz a cúpula da Segurança Pública?

Barbosa, Borges, C. Soares e tantos outros da farda tombaram por conta da violência desenfreada e da moleza que é dada a bandidagem. Um tiro e Barbosa foi embora.
Vai com Deus,amigo. E que nós, pobres mortais da sociedade alagoana tenhamos esperança de que um dia isso aqui possa mudar. Que possamos ir ao trabalho, à igreja, à escola, ao médico, ao Centro, ao shopping, ao teatro, a um bar, restaurante, banco, sem correr o risco de morrer como você.

Ficam as lembranças do seu sorriso, das suas brincadeiras, dos momentos descontraídos do curso de Libras.

Adeus!

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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