A princípio ia ser de novo lá. A Favela do Jaraguá está mais ‘batida’ em operações do que a Ponte do Reginaldo em suicídio. Na manhã desta sexta-feira teria se preparado o secretário da Defesa Social, Dário César, e a Polícia Militar para outra incursão. E por que novamente por lá e justamente às 10h? Para se ter notoriedade perante a população? Melhor horário para atrair a imprensa? Mas, parece que teve última forma e decidiram fazer abordagens até a Jatiuca.
As especulações sobre a saída do secretário ficaram ainda mais fortes no fim de semana passado após as fugas do presídio Cyridião Durval e garanto que tinha uma multidão com os dedos cruzados fazendo figa apostando que realmente os boatos fossem concretizados. E não somente da Polícia Militar, mas também da Polícia Civil.
Passado o Réveillon surge a operação com toda a pirotecnia que é de costume: helicóptero, o secretário à frente, fardado, a caráter de um bopeano. E por falar em Bope, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, por quem tenho muito respeito, os nobres policiais são condicionados a cada situação que nos deixa perplexos. Virou um batalhão de coadjuvantes das autoridades que querem aparecer em cenas de filme de Hollywood e, da mesma forma que nas cenas americanas, com direito ao ator principal. É o secretário quem vai aparecer à frente mais uma vez e será Dário César o responsável pelas entrevistas. Ohhhh!
Seria a ‘Operação Estou Aqui’? Provavelmente. Parece ter sido montada para dar uma resposta ou um recado: ei, pessoas, eu não saí, não caí e não tenho a menor pretensão de entregar o cargo. Apesar de a torcida por sua saída ser bem maior do que a Fiel e a do Flamengo juntas. Queira Deus que pelo menos dessa vez alguma coisa a mais que um cachimbo e 10 pedrinhas de crack sejam apreendidos para compensar o recurso humano empregado e o combustível gasto no helicóptero para sobrevoar e sair bonitinho nas filmagens e fotografias. Aliás, que show a última incursão ficou no Youtube.
Cego é que continua a não querer enxergar. A concentração foi no Memorial da República, e tem coisa que nem o pobre Marechal Floriano Peixoto ficou sem entender. Claro que prevenir é preciso, mas quando realmente o propósito é esse.
Quanto mais eu.








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